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Não há nada de indecente na Natureza, minha rica senhora. Indecente é a ignorância...
Afonso da Maia
Eça de Queirós em Os Maias
(Ulisseia)
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Não há nada de indecente na Natureza, minha rica senhora. Indecente é a ignorância...
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Children have one kind of silliness, as you know, and grown-ups have another kind.
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Mas reflictam aqueles que não vêem o futuro. Dizendo não ao progresso, não é ao futuro que eles condenam, mas a si próprios. Esses dão-se a uma triste doença; inoculam-se do passado. Há só uma maneira de recusar o Amanhã: é morrer.
Ora, o que nós queremos é que não haja nenhuma morte; a do corpo o mais tarde possível, a da alma jamais.
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Superstições, hipocrisia, beatice, preconceitos, todas estas larvas, apesar de larvas, têm apego à vida; têm dentes e unhas no seu estrume; é necessário arcar com elas peito a peito e fazer-lhes a guerra, mas guerra sem tréguas; pois uma das fatalidades da humanidade é ser condenada a combater eternamente com fantasmas. É sempre difícil agarrar a sombra pela garganta e derribá-la.
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- Não tenhamos receio de ladrões e de assassinos, que são perigos externos, perigos de pouca monta. Tenhamos receio de nós mesmos! Os preconceitos e os vícios: estes é que são os verdadeiros ladrões e os verdadeiros assassinos! Os maiores perigos são os que se acham dentro de nós mesmos. Que importa que a nossa cabeça ou a nossa bolsa ande ameaçada? No que nós devemos atentar, e atentar com cuidado, é que o não ande a nossa alma!